Notas Pessoais 2


"Olha só que bacana… estou sendo achado por causa do Melô do Sapinho!!! Isso é o que naturalmente chamo de publicidade cruzada.

Quando a criatividade não ajuda, o jeito é apelar pras coincidências forçadas."


Ultramen: Máquina do Tempo

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Notas Pessoais


"Preciso fazer leituras, mas não sei quais… Leituras no mínimo cômicas, salpicadas de bastante humor inteligente.

Pena eu não saber se a Grande Livraria da internet tem o que eu esteja procurando: livros de sebo… um sebo de baratinhos e bem conservadinhos.

Um lançamento que despertou minha curiosidade é o compilado de experiências de um taxista gaúcho blogueiro, o qual, Comunidade Internética que me acessa, acaba conhecendo bem da minha lista de Blógues de Base, o Taxitramas. O livro, homônimo, foi lançado nos idos do Rio Grande do Sul, e espero que chegue logo aqui em território paulistano.

Estarei criando uma lista, para que vocês acompanhem minhas empreitadas literárias.

Estou numa indecisão bem cisuda: ‘Fazer ou não fazer teatro, eis a questão’. O convite para eu aprender a me expressar melhor do que posso fazer hoje vem de tempos. E sem falar que preciso soltar de dentro de mim o ‘maluco maravilho-beleza’ que sou pra desinibir um pouco. Acho que é um tanto quanto necessário."


Ivy Queen: Venganza

E acabou-se a história de procurar música nova e bacana via internet. A Ifpi está de olho nos ‘generosos’ que dispõem seu acervo via internet, a processá-los.

Engessando Idéias


"Acabaram-se os passes escolares para ir me deslocar até a faculdade. E, há um tempinho, venho fazendo bom uso semanal das azuizinhas de dois mangos, duas vezes num tal dia, tipo uma terça ou quinta, para não estagnar minha cuca da ação da preguicite aguda que já insiste em me aturdir toda manhãzinha.

E fico pensando: ‘Ah, que saudades das épocas matutinas do Campesina [quando era única e somente Campesina] onde podíamos sentir-nos jovens, sem muitas responsabilidades nem anseios…’ e percebemos que às vezes deixamos passar o momento, que indubitavelmente não é opção nossa, pois há outros fatores em jogo como disponibilidade, dinheiro, possibilidade e, sobretudo, vontade. Isso, sem dúvida, afasta de nós aquele ideal sócio-pessoal de manter nossas amizades sempre ativas e presentes no nosso Real Mundo.

Mas se matuta mais um pouquinho, e olha, percebe-se uma coisa muito importante: há quinze recados novos de seus amigos do Orkut [que coisa incrível, pfffs]. Aí que notamos o quanto ficamos engessando nossas idéias no passado, e paramos de vivenciá-las no presente."


Melodicamente falando…

Def Leppard: Too Late For Love

O Vigésimo Sétimo Fonema: oito

O probleminha dos Sapinhos


"Eram três sapinhos irmãos que desejavam pular sobre um rio para chegar do outro lado, e eles dispunham de um caminho de pedras contendo sete pedrinhas. Nadar não era com certeza a melhor solução, pois haviam crocodilos famintos esperando cair algo no rio, como se fossem peixes.

Seria fácil fazer essa travessia se os sapinhos pulassem, uma a uma, as pedrinhas do caminho, cada um por vez. Mas do outro lado do rio haviam três sapinhas irmãs que desejavam fazer o mesmo do outro lado. Aí começa a confusão.

Teriam então, os sapos e as sapas decidirem como atravessariam o rio em conjunto, com o menor número de saltos possíveis: uma simples tentativa de retornar poderia fazer com que algum deles escorregasse em direção ao rio, contendo os crocodilos famintos. Só uma coisa os ajudava: eles não pulavam sobre si mesmos, assim como as sapas não pulavam em si próprias, mas eles poderiam pular nelas e vice-versa.

Era uma decisão incabível aos sapinhos que nem eu pude resolver por eles. Somente uma companheira da minha querida área de Matemática pôde, com muita estratégia, orientar os sapos todos em suas jornadas de atravessar o rio."


O caso é real e está catalogado no MAM da UNIFIEO: Museu da Arte Matemática, Sala de Jogos, da Semana Cultural que, infelizmente termina hoje, sexta-feira.

 Beach Boys: I’m Waiting For The Day

Momento Poesia


A Alma Não Tem Limites

Um dia a Alegria irá voltar a morar em nossos corações
o vazio aos poucos veio a nos distrair
Não se aquiete, amor, não estamos a nos iludir:
são mais do que palavras demonstrar nossas emoções

Mostra-me amor o sentido da palavra Amor
que possamos entendê-lo sem nenhum receio
pois que um milhão maquinam sobre nós um freio
que viver nesta Verdade nos será em terror

Nem seis quilômetros podem pensar em nos separar
Pois que distâncias hemos de superar!
O longe para nós é sinônimo de perto
e as palavras, se reprimirem; nossos olhos estarão abertos

Você para mim, parceira de minha Vontade
atravesso vales e em campos de conflito
com a impressão de que a mim estás a pensar

E eu para ti, companheiro de tua Simplicidade
abres um discreto sorriso, mesmo de espírito aflito
sorriso este, chave para eu nunca desanimar

Não deixemos nunca nos atravessar a maldade
pois nossa Perseverança toma-se num corpo invicto
sustenta ela com vigor para juntos nos continuar…

20 de Janeiro de 2003

 


O Barato De Ser Poeta

"Ser poeta é algo que transcede os limites da imaginação e do sentimento.

Rebuscar as palavras em sentidos diversos e ordená-las é um trabalho que qualquer pessoa letrada consegue fazer. E isso faço com bastante ideologia, num aparato lógico e lingüístico chamado Filosofia. Fácil é ser filósofo, difícil é colocar o ‘quê’ que há na Poética, aquele sentimento de gratidão pela Existência, mesmo que ele seja agarrado a sentimentos de dúvida e temerança, do Medo primordial de perder-se na busca daquele Ente que compartilha as mesmas coisas que você e está materializado em uma linda mulher [ou, no caso das poetisas, um cara boa-pinta, porque bonito não digo não].

E é nesse conflito de incertezas que surge a Arte Escrita, que é a Poesia. E voilá!!! Estão prontas para serem divulgadas mundo afora…

 


É um tipo de mágica…

Queen: A Kind Of Magic

O Vigésimo Sétimo Fonema: sete

Bipolaridade


Bipolaridade, s. f. (fís.) Existência de dois pólos contrários num corpo; (psiq.) Divisão de personalidade em um mesmo sujeito (de bipolar)

Bipolar, adj. 2 gên. Que tem dois pólos.


"Quem já não viveu o duelo de si contra si mesmo?

Eu, por exemplo, vivo nesta dualidade bipolar de me apoiar numa decisão ou noutra totalmente distinta da primeira.

É o querer ceder, sem ceder. É o desistir, não desistindo. O prosseguir, ficando e o permanecer, caminhando.

É ouvir Jethro Tull pensando em Spice Girls, ou ouvir Everlife focando-se em King Crimson [sim, há esse conflito do novo e animado sobre o erudito e formalista].

É decidir almoçar à moda chinesa, querendo nosso brasileiríssimo arroz e feijão. Jantar o arroz sem feijão ou o macarrão com feijão, deixando o arroz de lado.

É trajar-se de social para limpar banheiro, ou de esporte para acompanhar um casamento.

Enfim, é fazer coisas sem anexo entre si. É ser dualista, bifurcado, presente nas ausências ou o contrário de tudo isso.

É escrever um texto sem sentido, de cunho filosófico bem oriental, buscar o equilíbrio; ou dialogar filosoficamente à moda francesa e alemã, criar confusão, divergir, fazer a convergência, redivergir e criar um círculo vicioso entre aqueles que os rodeiam.

É classificar, booleanamente, no verdadeiro ou falso, no certo ou errado, no benéfico ou no maléfico. Valorizar algo ou desvalorizar outros ítens…

E também fazer valer que emoção e razão possam caminhar juntas sem, se possível, sobreporem-se uma à outra, pois que nós somos condutores do nosso destino, e nesta pluraridade de conceitos surgem toda a idéia da Arte, o correto, o apreciável e o misterioso.

E, no fim, vemos que todas as pessoas de boas intenções estão na mesma bipolaridade querendo multipolarizar-se como indivíduos, tal como uma certa pessoinha que, sempre que possível, esta brincando com as palavras para criar conceitos, assim como eu [e é eu mesmo!!!]."


Aerosmith: Come Together

Dúvidas sobre o futuro


"Vida de urbanóides

O silêncio é o prenúncio de uma motocicleta a passar sobre a via que passa à direita de seu quarto.

O ruído da natureza local: quatro ônibus a cada quinze minutos, intercalados por cerca de três a oito carros, e talvez uma caminhonete, um carretão e um carro-tanque a reabastecer o posto de gasolina que está a três vias acima.

A disponibilidade tecnológica de uma linha telefônica com suporte da empresa de telefonia a consertá-la no período de vinte e quatro horas, com internet a la banda larga para falar com seus amigos do Japão, da Rússia, da Estônia ou da Ucrânia [sim… isso tudo são países].

Comércio de monte para escolher onde comprar um pãozinho, uma barra de chocolate ou um cereal matinal que não tenha aqueles brindes para criancinhas. Instituição para fazer estudos de nível superior.

Tudo isso na Cidade D’Itália, a tão Osasco comentada do shopping-bomba que tinha nos meados dos noventas.

Trocar isso tudo pelo quê?

Talvez lá no chamado interior não tenha silêncio como prenúncio de uma motocicleta estourando combustível para te acordar durante a noite, nem muitos carros ou ônibus [opa… aí vem o prejuízo] nem comércio de monte, ou a certeza da banda larga.

E a instituição de ensino acaba ficando longe… que indecisão trocar o barulhoso e facilitado pelo silencioso e longínquo…"


 Aerosmith: Remember (Walking In The Sand)