Vou te contar…

…como estão as coisas do meu ponto de vista


Atividade, s. f. Qualidade de ativo; faculdade de operar; (fig.) diligência; presteza; em atividade (loc. adv.): no exercício de suas funções (do lat. activitate.)


"Há certos momentos em que percebemos que deixamos o relógio no segundo plano e passamos a perseguir nossas metas. Mas aí observamos que deixamos passar mais tempo do que pretendemos, e vemos que deixamos tantas outras coisas em nossas vidas passarem batido. Não que eu diga que devemos começar dez mil atividades ao mesmo tempo para não terminar qualquer uma, mas centrar-se num único objetivo pode nos alienar de diversas coisas que nos rodeam.

Fins de julho passados para o início de agosto, persegui um propósito inexistente e caí numa crise existencial. Peguntei-me, sistematicamente e filosoficamente, sobre minhas origens, minhas expectativas presentes, entre outros tantos detalhes que deixei-me travar meu relógio biológico. Já me sentia não reconhecer um Sábado, um Domingo, ou uma Segunda-Feira, e confundir cada um desses dias, os dias passavam muito rápidos e as noites, muito lentas.

Nas tevês, eram os desastres de um conflito milenar, ‘pelejas’ inúteis em busca de terreninhos desérticos, objetivos a la segredos de estado, mas que quem realmente leva os fardos de um conflito são os povos pobres que naquele terreno litigioso habitam… vergonhosa situação, criadora de cada vez mais ódio e indignação, perfazendo um círculo vicioso de triunfo do mal…

Quando não as coisas que acontecem fora do nosso grandioso colosso natural verde-áureo – sim, somos abençoados de ter um terreno onde ‘brotam’ as riquezas – são os pequenos empecilhos que ofuscam nossa tão valiosa qualidade natural e pessoal. Somos vistos através de olhos muito constrangidos os nossos representantes legislativos ferirem constantemente a ética e, quando não o fazem, vêem-se obrigados a silenciarem-se, pois há um organismo mafioso parasitando o maior organismo que é este nosso bem-chamado Brasil.

E quando não é sobre os holofotes da imprensa? É sobre as luzes tênues e ofuscadas dos bastidores deste nosso grandioso palco… onde há diversos laranjinhas a mando de elementos ditos ‘espertos’ no leva-e-traz de mercadorias no rejeito social chamadas armas e drogas?

Sem falar nos Katrinas de sempre, nos Bushes anti-terroristas terrificadores, enfim: no Fim dos Tempos.

Pensa que isso não afeta nosso interior, Comunidade Internética? A nós, que dia-a-dia, se vê na constância de uma quaresma permanente, de resistir às tentações e atos ilícitos – por Lei, pois Deus nos deu o livre-arbítrio, desde que assumamos as conseqüências dos atos – para não nos avarentarmos ao luxo, ou nos luxuriarmos lascivamente feitos homens-cães?

Somos sim, vítimas de um canibalismo comodista social de não arregaçarmos as mangas do afinco para lavarmos os pratos da imundícia social…

Mas, quando queremos nos dar a esse serviço de limpeza, em prol daquilo que nos rodeia, que é o nosso ambiente, perdemos tempos preciosos de nossa própria vida… para uns, é uma perda necessária por um ganho social; para outros, uma perda inútil por um ganho inalcançável.

E as eleições estão aí, e o mínimo que poderia ser feito era trocar todos os quinhentos e treze em Brasília por gente inédita naquela Casa, e os outros tantos em nosso – com orgulho de dizer nosso – Brasil afora.

Ficam, enfim, as mesmas velhas perguntas: como podemos aprender a ser éticos?

[mas aí vemos que é uma questão de tempo, e, olhando pro meu relógio, percebo que é tempo de sair da cadeira e entrar em atividade, pois a vida continua, se não para mim, para outros… e com licença, deixe-me fazer tudo o que pretendo fazer hoje, todo dia]


Para animar [ou desanimar de vez]:

 Aerosmith: Cryin’

E mais um daqueles figurões do rock, com sua postura enérgica, representando os ansejos de uma vida melhor…

 

Momento Poesia capítulo Três

Cheiquespíres Brasileiros


Pérolas de Esperança

Dizia eu que a Vida não tinha sentido
Escondido entre as sombras de horrendo terror
Uma beleza que à altura dos olhos fica escondida
Mas que em grande simpatia converte-se em Amor

Pequena de tamanho, grande de coração
Alegria como nunca se viu igual
E um simples olhar de compreensão

A tristeza, ao olhar para ti, não tem coragem de causar mal
Pois seu Espírito é de motivação
E sua força de Vida fenomenal

Mesmo que a insatisfação me tome, devo continuar
Pois que tenho Ele comigo
Hoje o faço meu amigo
E você, querida, nas asas da minha Vida, longe irá voar.

Em vinte de fevereiro de 2003.


E o de-bate vem aí…

"E eu, em particular, gostaria de manifestar meu de-ensejo que o candidato mais popular à presidência possa colocar seus pézinhos no chão, pois ele está vivendo nas nuvens da confiança de reaver novamente seu cadeirão da Brasil Ltda. na área de Presidência por um período de mais quatro anos…

Nada a favor dos outros presidenciáveis da Grande Em-presa de Gigante e Plácido Orgulho Natural (tem um ou outro que até agrada em seu discurso, mas a popularidade dele, segundo as pesquisas, é quase inexistente) mas o ocupante da cadeira está há mais de um ano confiante de sua escolha nas urnas populares, tamanha a confiança que já virou presunção, e o faz perigosamente subestimar o candidato do movimento gerencial opositório, cujo histórico de linha de frente foi lastimável a essa nossa Grande Indústria.

Mas precisamos é ficar de olho nos sub-gerentes, que são estes que movem a Grande Máquina, de verdade… aquele Presidente está mais para fazer caras, bocas e imagens.


 Jimi Hendrix: All Along The Watchtower

O Vigésimo Sétimo Fonema: Três

Minhas Expectativas

Bárbara (K.) Svenska


"Muita gentileza da parte do Terra permitir que eu escreva nesse espaço aqui novamente… e desta vez tenho certeza que ele não fez muita cirurgia no meu texto…

Oi pessoinhas – que não lêem este blog, hahahaha!!! [essa garota está muito convencida pro meu gosto]

Estou muito animada com minha vida aqui em Samara, na Rússia… cidadelazinha modesta, lembra um pouco de Campos de Jordão com uma mistura de cidade do faroeste americano… Temos Teatro Municipal e até uma modesta linha de Metrô. Cheguei aqui após uma escala em Frankfurt e fiz minha pousada, com meu suado dinheirinho que tanto poupei quando trabalhava numa logística, numa pensão de portugueses e brasileiros… somos pouquinhos, e, óbvio, estou fazendo um esforço tremendo para aprender russo (o meu inglês é horrível, mas acho que o ouvido dos samarinos é pior ainda), mas aquela letrinhas ao avesso me confundem tanto… para sair da pensão, mundo afora, tenho que estar acompanhada do meu amigo ‘Negreira’ – mix de nogueira com negão – cuja mulher é genuinamente russa. Uma história bonita, regada a muitas idas às lagoas aqui da região.

São Petersburgo está aqui tão perto, e nos propomos quinzenalmente a ir até lá encontrar uma comunidade maior de brasileiros e portugueses, sempre na vontade de tomar uma cervejinha – coitado do Terra que não tem dinheiro pra vir para cá, nem pode ‘brejar’ um pouquinho, por razões que ele diz serem confidenciais [vai abusando, Bárbara, de minha situação] – e matar saudades das ‘terrinhas’.

Pena eu não ter dinheiro para comprar uma câmera digital… aqui estou começando do zero…

Mas vocês podem ter uma idéia aqui do lugarejo em http://samara-photo.ru.

Abraços para todos os meus amigos brasileiros – que têm internet. E para este assumidamente amigo doidamente matemático, o Terra."


A graça dessa garota ruiva é um ‘fala-fino’, como diria a muitos.

Com ela falou, tá falado.

New York Dolls: Bad Girl

Nostalgias

Cultura Pop [In]útil dos meus últimos dezenove anos


Propaganda, s. f. Ato de propagar idéias, principios ou teorias; sociedade vulgarizadora de certas doutrinas; divulgação. (do fr. propagande, do lat. propagandu)


"Dizem que propaganda é a alma do negócio…

E quando aquela determinada propaganda te marcou… Premiação pessoal para as diversas idéias publicitárias que marcaram minha vida. Obviamente a maioria encontra-se nos idos dos noventas…

  • As músicas soul nas propagandas de All Day, linha de produtos integrais da Danone, e a famosa Come Together… All Now… Over Me enquanto a embalagem de uma margarina gira na tela… memorável;
  • A fungada da marca Vick na tela, nas noites de domingo [hmmm… ahhhhh;
  • A tartaruga da Brahma [iiiiihhh];
  • Os ‘tu… tu tu ru ru’ da Intel, principalmente da época do Pentium MMX, computadorizadamente artesanal;

Essas são as que ficaram impregnadas no inconsciente de tão boas que são… hmmm… exceto uma, que impregnou um jingle horroroso… alguém lembra do maldito Push Pop [favor não cantar aquele jingle, sobretudo escrevê-lo por aqui… é horripilante!!!]"


Fiquem atentos a este Bunker de idéias… Minha amiga Bárbara em breve [disse ela para mim] irá ceder [porque ela não gosta de dar] um pouco de sua irreverência neste espaço.

 Travis: a faixa oculta de ‘Slide Show’ [se não me engano, Blue Flashing Light]

A Imensidão Azul

Destino: Itanhaém

Não há muito o que falar… Só o que ver


Viagem, s. f. Ato de transportar-se de um lugar a outro mais ou menos afastado; percurso extenso; (mar.) navegação.


"Dizem que toda a vida começou no mar… Profunda verdade??? Ciência e Religião (e também a Filosofia) afirmam quase que num mesmo consenso sobre tão misteriosas origens.

Que esse papo nos interessa? Tão pouco… observemos as ludibriantes ondas ricocheteando entre si, num balé essencialmente harmonioso e leve desta que chamamos de Vida a nossa existência, tão mínima quanto o grão de areia na praia…

O que isso tudo quer dizer? Apenas um papo de montanhês que desceu a serra, pôde ter a possibilidade de sentir a cabeça latejar de uma leve dor graças às diferenças de pressão, e pode comtemplar a redondeza da terra ao ver uma camada de água que se irradia ao horizonte, num tom azul marinho inconfundível.

Cidadezinha humilde, pouco movimento durante a semana, terreno praieiro agradável… quer mais?

Para um fim de ano, quem sabe? Longe de certos tormentos urbanos que nos assombram esporadicamente.

Mas sejamos positivistas… Há males que foram e virão para nosso bem [que o diga a Bárbara Svenska… cadê você?]."


 Jethro Tull: Too Old To Rock N’ Roll, Too Young To Die

[e aquela dancinha com as xícaras e que é a coisa mais sem noção que já vi.]

Novo Formato

Porque as imagens também falam por si

Da redação do BS


Imagem. s. f. (…)Representação de um objeto pelo desenho; semelhança; símbolo; comparação; descrição (do lat. imagine).


Simplesmente falando: novo Leiaute no Brejo… agora as imagens terão a mesma importância que todo o restante do nosso admirável conteúdo. Espoeramos que nossos leitores, tanto os de carteirinha como os ocasionais possam se sentir menos invadidos de letras, e mais enriquecidos com as imagens.

E… de boa… poderiam ajudar o editor-manager abrindo um fundo de investimento para que ele possa obter uma câmera digital e liberar sua veia artística de fotógrafo… ele tem o olho clínico para mostrar a beleza de sua Cidade D’Itália tão querida e estimada. Esta cidade tão cheia de histórias, de pessoas e personas…

Tá… acho que já falei demais por hoje…


Suíte musical

 Jethro Tull: A Passion Play

K’ Graça

Finalmente vejo a contribuição de alguém neste meu espaço.

Apresento a vocês, uma amiga do canteiro da internet. Muito cativante, muito colega, espirituosamente divertida. Deixo ela falar por mim.


Minha vida com a televisão

Por Bárbara Svenska

"Pedi ao meu amigo Terra, de coração, que não ficasse pontuando meu texto, mas ele é irredutível… disse para eu reescrever no bom português que – só – ele conhece. Mas tudo belê… ele disse que depois dessa terceira tentativa ele ía se intrometer somente com aquela idéia dos colchetes dele [não sou eu, é minha consciência].

Falei pra ele não me incluir nessa AI-27, mas ele é irredutível mesmo… eu perguntei a ele o que é isso. Ele me respondeu, a mim, mas os leitores dele que nem se manifestarm, e ele disse ter muitos, não sabem… AI é redução de Agência Independente [não Bárbara… é Ato Institucional…] e o 27 é algo pessoal dele… essa terça feira que passou [cinco de setembro] ele falou comigo à tarde pelo MSN e disse que é de uma coisa esquisita que psiquiatra identificou nele. Terra, sai dessa! Esses caras são tudo doidos… [pensa que eu não sei???]

O Terra pediu irreverência nessa minha conversa para o seu público, os da Comunidade Internética, como ele mesmo diz… não sei o que ele quiz dizer, então pedi uma explicação. Ele disse [teclei, querida, não se esqueça disso!!!] que irreverência é se fazer de louco com mente boa – ele chama isso de sã consciência – e contava umas coisas nada a ver no meio dos textos que escrevia [ah… primeiro digo agora escrevo?].

Uhhh… Tô meio esquecida, meu glorioso público, que tanto me ama [convencida ela, não???], sou Bárbara Kastorsky Svenska. O Kastorsky na verdade não está no meu nome, é da minha mãe, mas eu quero brigar na justiça para poder inclui-lo para mim… acho tão lindo ter nome diferente de gente famosa, ou tipo parecer famosa. O Terra, poderoso-chefão do blog, me deu liberdade para escrever um e-mail para ele postar no Brejo do Sapinho, com as devidas alterações que ele julgou necessário [eu nem incluiria essa afirmação dela, mas jurei incondicionalmente só corrigir seu português se necessário] e eu pensei em falar da tevê aí do Brasil – estou me ajeitando aqui em Samara na Rússia, numa comunidade de latinos, onde assistimos canais espanhóis, e rolam umas paejas sinistras.

No Brasil, só via duas coisas interessantes: tevê paga e Pânico na TV.

A tevê paga, pelo menos, tinha aquelas opções de canais em que você não via propaganda política, coisa xata [ela pediu para colocar com xis mesmo]. Eu gostava de ver Multi-show, MTV Latina – ah sim, não tinha uma, mas dois canais de assinatura… é meu nego, família não é fraca não – o canal E! e ver aquelas listagens das trezentas [eu acho que você quis dizer trocentas] piores músicas de todos os tempos, dos cento e um momentos mais cabulosos de Hollywood e coisas do tipo.

O Pânico então é o revela segredos da tevê aberta. Tudo bem que o Emílio é meio nojentão, mas confesso que aquela seriedade dele até que é engraçada… pena fazer uns tempinhos que eu não estivesse vendo o programa… uma das últimas coisas que vi eles fazerem é abrir uma tevê de plasma para descobrir por que po**as [desculpe, Bárbara, a censura cai em cima] aquele troço é tão caro, e no fim das contas, acabei indo pro banheiro e perdi o fio da meada, que ****a!!! [olha o linguajar, Bárbara… tem criança lendo…]

Ah… sei lá, é isso que posso falar da televisão do Brasil. Agora a rede local de Samara aqui na Rússia é algo indescritível.

Pra falar a verdade, socorro!!! Nem russo sei ler direito, quanto mais ouvir ou ler. Só meus amigos aqui me salvam na hora do aperto.

Vai aí no Brasil, amigo Terra, é com você."


Já peguei. A bola tá comigo amiga Bárbara.

Ela diz não ser consultora amorosa… Amor, como ela me disse num outro e-mail, é puro escambo de sentimentos… quão Bárbara ela é. Mas não tem problema, gosto de você assim mesmo, sua ruiva espivetada!!!

 Velvet Revolver: You Got No Right