[…] Nutrição Musical

O Apanhado Geral do que se passa pelos Aurículos Sonoros [as orelhas, claro!]


"A princípio, deveria definir música. No entanto, com grande experiência do assunto [são dois anos de auto-instrução e didatismo musical do tipo ‘ouvinte’] a gente conclui: música se aprecia, não se explica.

Neste quesito, estou em um estado um pouco mais avançado em relação à maioria, por conhecer bandas de repercussão global miúdas [as que só curiosos, como eu, atrevem-se a achar].

Para citar algumas das muitas:

  • Mudhoney;
  • Stone Temple Pilots [é… ninguém conhece o outro melhor lado do STP, longe de ser ‘imitação’ de Eddie Vedder….];
  • Ryan Adams;
  • Wilco;
  • Motörhead;
  • New York Dolls;
  • Roxy Music;
  • 13th Floor Elevators;
  • Frank Zappa;
  • Love;
  • Jethro Tull [muito mais que só ‘Aqualung’];
  • King Crimson;
  • Kraftwerk;
  • KLF [‘all bound far for the Moo Moo land’];
  • The Charlatans;
  • Suede;
  • Pulp;

Entre outras cem que possa citar, long dos holofotes de Nirvana, Guns N’ Roses, Metallica, Ramones… nada contra estes, mas chega uma hora que eles ficam muito manjados."


Cardápio Musical: nutrientes para os ouvidos

"Nomes à parte: importa aqui, como primeira mênção a respeito de música, classificar suas categorias aqui. Como fazer isso? Simples! Peguemos garfos e facas e espetemos nos rádios [não vale tentar espetar em seu Winamp, não!]

De entrada, servimos:

MPB: prato típico de qualquer casa. Leve, saudável, mas não oferece todos os nutrientes necessários para agüentar o pique ‘sede-por-música’. Prefira as preparadas pelo Mestre Tom, Dona Elis, Seu Pixinguinha, Chef Vinícius e da Casa do RC&EC. Ah, e não se esqueça da aprendiz-emergente Ana Cá’.

Pop: alternativa para o primeiro ou complemento. Daqui saem as maiores idéias dos humildes bares urbanos. Sevidos a elétricos, eletrônicos e acústicos. Fonte de carboidratos e calorias em dose certa para agitar. Recomendação pessoal: dos mais novos prefira os feitos por mulher [mas as mulheres acham dos mais novos os feitos pelos homens… esses dão indigestão].

Clássica: na verdade, funciona como tempero para as entradas e para os pratos principais. Para alguns, dão um sabor especial quando misturados com os outros, em doses cavalares; para a maioria, o excesso prejudica a degustação do todo. Mas uma coisa é certa: raro alguém degustar sozinho esse tempero.

Rock: Há alguns que já se satisfazem na entrada, outros tem estômago o suficiente para adentrar pratos ricos em riffs e a maioria das vitaminas, minerais, anti-radicais-livres, ácidos graxos e proteínas. Único porém: tem num primeiro momento um gosto um pouco ruim… muitos ‘crianções’ falam que é coisa do capeta, assombram os pequenos [estranho… esse prato eles não comem, mas os mais jovens comem… grande interrogação], mas algum dia, acabam provando, e muitos acabam gostando. Aqui vão as subdivisões do prato principal, pois cada um possui um específico número e quantidade de nutrientes:

  • R&B e Blues: vitaminas para delirar;
  • Rockabilly ou Rock ‘N’ Roll: boa fonte de carboidratos;
  • Punk e Alternativos: proteínas, mas em excesso causam congestão aurícula no futuro;
  • Hard Rock: bom misto de vitaminas e alguns minerais, mas costumam tirar o gosto de outros acompanhamentos. Dose com o bom senso, se for alimentar-se com ele;
  • Metais e derivados: ricos em Ferro, Zinco, Cobre, Alumínio, Sódio e até Urânio [!]. Há quem alimente-se deles somente, o que pode ser perigoso para a saúde na terceira idade. Combine com outras opções para não sofrer com as superdosagens;
  • Progressivo e Industrial Elétrico: ácidos graxos, algumas poucas proteínas, deficiência em vitaminas e carboidratos, mas possuem propriedades medicinais incríveis. O excesso causa apenas intolerância auditiva;
  • Folk Rock: todos os nutrientes bem dosados. Bem arroz-feijão. Mas sempre pede acompanhamento;
  • Britpop, Pop Rock, Alt. Country, Trip-Hop e congêneros: recomendados apenas para os de dieta musical, que não querem opções que engordem, mas sem perder a saúde.

 Eletrônica Progressiva: Bom após-prato para fazer um ‘requebra’ no que foi pego para comer antes. Combina com qualquer coisa acima, mas ainda vale o bom senso.

Country: para comer após o almoço, em relativa pequena quantidade, pois farta rápido e poucos sabem preparar algo um pouco mais diferente.

Comeu toda a refeição? Sinta-se livre às beliscadas, mas eu, no meu caso fico muito seletivo com as opções.

Rap: Laticínios meio azedos, somente para paladares musicais fortes. Poucos fabricantes conseguem fazer um menos azedo. Tinha um cara que se vestia de Robin que sabia preparar um bom e eu tomava por tanto dar risada dele [mas não me veio o nome… ahhhh…].

Disco: Batidos meio-alcoólicos, somente para ocasiões especiais com amigos de confiança e longa data de amizade.

Samba: Só os que tem tradição no mercado sabem fazer um bom. São meio ‘vinhados’ e, na verdade, pegam bem para acompanhar MPB.

Ópera, Gospel, Soul Music e outras possivelmente não citadas: Hã… indiferença… não conheço nada da área.

Forró, Reggae, Brega e Diversas Regionais: Consumir moderadamente. Muito açúcar e gorduras [principalmente dançando na pista…].

Techno, Trance, Synthpop, Reggaeton, Drum ‘N Bass e afins: Para consumo apenas social… sozinho não tem graça nenhuma. Mas cuidado: eles alcoolizam! Legal mesmo para pagar ‘mico’ e contar noutro dia."


Esses aqui só com muitas condições que eu aproveito

"New Age: São doses homeopáticas, mas algum pequeno excesso causa profundas ulcerações lógico-mentais-musicais.

Sertanejo: pouca variedade, quer imitar o ‘country’ [ts ts tssss].

Axé, Arrocha e Funk-Pop-Eletrônico (Pancadão): só se feito por mulher, que não berre, grite ou coisa parecida para preparar. Alto teor-alcoólico e prejudicial, se não tiver feito antes um ‘senhora-boa’ refeição. Pra despejar os efeitos, só com muita mulherada bonita."


Esses? Nem a Paus e Pedras

"Dá tanta vergonha até de citar a última opção:

Sambas novos: Legalizados pelo governo, mais ruins e fazem mal à saúde.

Pago-dããããããã-o: Psicotrópicos letais. Podem causar morte súbita, ou irreversíveis danos cerebrais."


Depois dessa, fico quieto…

Para terminar e melhorar: ouvindo Van Halen: When It’s Love.

Publicado por Potingatu

Bacharel e Licenciado em Língua Portuguesa (2010-7), FFLCH / FEUSP. Aspirante-a-mestre-acadêmico não-qualificado em Filología e Estudos do Discurso em L. P. (idem, 2017-8). Pesquisador juramentado diante do MCTI de Marcos Pontes e com préstimos ao 🇧🇷. Sigamos!

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